jul 212017
 

O ano de 2014 foi vítima de uma onda de filmes de exorcismo. Mas muitos mesmo! A maioria bem repetitiva e sem nada a acrescentar ao gênero. Esse “Possessão do Mal” me pareceu interessante pelo trailer e resolvi ver sem muita expectativa. Para minha surpresa o filme até que é bom, e passei por maus bocados assistindo sozinho.

A premissa é simples e nada original: Michael King (Shane Johnson) é um cara desacreditado da vida. Perdeu a esposa recentemente em um acidente, e agora vive sozinho com a filha e a babá. Ele não acredita em religiões, Deus, anjos, nada disso. Com a morte da esposa ele resolve ir à caça de pessoas e locais que prometetem experiências sobrenaturais e documentar tudo, a fim de provar de uma vez por todas que tudo isso é uma grande invenção e que todos são charlatães. Para isso ele se propõe a participar de todos os tipos de rituais, e realizar diversos tipo de magias, invocações para enfim mostrar que nada acontece. Ele começa bem confiante e até mesmo debochado. Lógico que isso não poderia acabar bem, e em uma dessas tentativas algo de realmente ruim acaba se mostrando real.

O longa segue mostrando o dia a dia de King, por meio das câmeras instaladas em sua casa e pela câmera de seu amigo cinegrafista. O que chama atenção de cara é a filmagem bem feita. Os ângulos de câmera são interessantes e causam um certo desconforto, além do constante receio de que algo de ruim pode acontecer a qualquer momento. Mesmo nas cenas em que Michael fala diretamente com a câmera a gente fica com medo da cara feia dele. O clima é pesado e o suspense é relativamente bem construído.

Tecnicamente é um bom filme. O roteiro cumpre seu papel e as atuações são básicas, mas não comprometem. O protagonista é até um pouco irritante, com sua arrogância à (quase) toda prova, mas faz parte da proposta. No fim das contas é um filme que, apesar de não inovar, é competente em causar medo. Alguns acontecimentos causam estranhamento pela forma pouco convencional na qual se apresentam, e isso é um ponto positivo. Gera bons momentos de tensão.

No terceiro, onde as coisas saem completamente do controle, as coisas ficam um pouco exageradas, mas felizmente o filme foge daquele clichê de exorcismo final e vai por um outro caminho. O desfecho, como era de se esperar, é pessimista, mas condizente com o que foi apresentado até então. Vale a pena conferir, mas não espere muito.

Nota: 6

 

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